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Acompanhamento psicológico para famílias de crianças com TEA

Quando se espera a chegada de um filho, criam-se muitas expectativas. Espera-se uma criança que se devolva de forma saudável, que interaja com os colegas na escola, e principalmente que se torne independente. Entretanto, receber o diagnóstico de TEA gera um grande impacto para a família.

Perceber que existe algo de diferente acontecendo, buscar explicações, ouvir a opinião de vários médicos… e então a expectativa de que tudo acontecesse como o esperado dá lugar à realidade com uma avalanche de sentimentos. A família começa a passar por um processo de compreensão destes sentimentos, além de buscar entender o que é o autismo e o que fazer a partir daí.

Hoje, muitas pesquisas sobre as causas do autismo já foram realizadas, porém há não muito tempo atrás ainda se discutia que a mãe era a “causadora” do transtorno, o que gerava ainda mais sofrimento. Ainda assim, é comum que as famílias se questionem se podem ter feito algo de errado que tenha influenciado no diagnostico. E é neste momento que o acompanhamento psicológico para a família se faz necessário, pois irá auxiliar no enfrentamento e na compreensão, além de ajudar a lidar com as dificuldades que aparecerem ao longo do tempo.

Com o início do tratamento adequado, a rotina da família muda, sendo que o engajamento e participação de todos é primordial para o desenvolvimento da criança, adolescente ou adulto. Muitos familiares podem sentir medo de lidar com essa nova realidade, além de ansiedade e estresse diante de todas as demandas que o filho traz. Por isso, o acompanhamento psicológico é importante e dará suporte para lidar com todos esses sentimentos.

            Josiane, mãe de um filho de 9 anos com autismo, relatou que fez acompanhamento psicológico semanalmente desde o diagnóstico, e que este acompanhamento deu suporte para lidar com todas as mudanças que vieram. “Esse processo terapêutico foi muito útil pra gente… A gente conseguiu ver isso com muito mais leveza e de uma forma mais natural”, relatou. Ainda, explicou que com o acompanhamento, puderam aprender a administrar o tempo e a nova agenda com a rotina do filho, e compreender todos os desdobramentos que o diagnóstico teve sobre a família.

Portanto, o impacto familiar de ter um filho com TEA é significativo. Com o tratamento em ABA, a família também recebe orientação e treinamento que a capacita a manejar os comportamentos do filho. Com a intervenção adequada para o paciente e o acompanhamento psicológico para a família, é possível enfrentar as dificuldades do dia a dia de forma saudável.

 

Rafaela Giovanoni Davinha
Psicóloga e Supervisora ABA – Grupo conduzir
CRP 06/142791

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