• 24 janeiro de 2018
  • admin
  • Autismo

Aprendizado da criança com autismo

O aprendizado da criança com autismo é um desafio. Quando falamos deste assunto surgem muitas dúvidas e preocupações, uma vez que é comum que indivíduos com TEA apresentem dificuldades na comunicação verbal e socialização, bem como déficit na aquisição da linguagem e alteração dos padrões sensoriais.
Um fato curioso!
Todas as crianças são capazes de aprender e cada uma leva tempo e formas diferentes para que o aprendizado ocorra, e isso não é diferente para os indivíduos com TEA.
O curioso é que para crianças neurotípicas é muito comum que uma das formas de aprendizagem se dê por imitação e que as mesmas sejam generalizadas de forma natural, e isso difere das crianças autistas, que muitas vezes necessitam de estratégias e planejamentos específicos para que o aprendizado e a generalização ocorram.

Como se dá o aprendizado da criança com autismo

A aprendizagem da criança com autismo se dá através de intervenções com treinos previamente planejados para cada indivíduo, podendo ser por um modelo mais formal e/ou informal, respectivamente denominados Treino de Tentativas Discretas (DTT) e ensino naturalístico. Logo abaixo falaremos da diferença entre eles.
É valido ressaltar que a intervenção precoce é um aliado para que o processo de aprendizagem ocorra com melhores resultados em termos de desenvolvimento cognitivo, linguagem e habilidades sociais.

Treino de Tentativas Discretas (DTT)

Na modalidade de ensino de Treino por Tentativas Discretas (DTT) o terapeuta prepara um ambiente de ensino altamente controlado, com o menor número de estímulos possíveis, tornando um ambiente propício para o aprendizado.
O profissional deve ter clareza da habilidade que deseja ensinar e também como estabelecer um critério de resposta, então, serão realizados treinos repetidos para fortalecer a resposta alvo. Qualquer resposta que se aproxime a desejada será reforçada e, quando preciso, o terapeuta ABA dará a ajuda necessária (total ajuda ou ajuda parcial) para que a mesma ocorra.
Após a aprendizagem, através do Treino de Tentativas Discretas, o próximo passo é trabalhar a generalização já que é muito comum que ela não ocorra de forma natural, conforme mencionado acima.
Um exemplo da “não generalização” é quando ensinamos que a figura número 1 é um cachorro (foto do cachorro da família) e a figura 2 é uma cama (foto da cama da criança) e, ao apresentarmos um cachorro e uma cama com as mesmas características da foto, a criança não discrimine.
Nessa situação, podemos dizer que não houve a generalização, e para ocorrência da mesma utilizamos o ensino naturalístico, que será descrito abaixo.

O Ensino Naturalístico

O ensino naturalístico inclui diferentes nomes e propostas, o mais conhecido deles é chamado de ensino incidental. Assim como o DTT, também é baseado nos princípios de ABA mas nessa modalidade o terapeuta aproveita a motivação da criança do momento (brinquedos, jogos, objetos, vídeos e etc) para ensinar novos repertórios de uma forma mais natural e mais parecida com situações do dia-a-dia.
O que não significa que essa modalidade de ensino não requer um planejamento prévio, muito pelo contrário. Porém no ensino naturalístico são utilizados reforçadores naturais, como por exemplo, se estamos brincando de quebra-cabeça com uma criança o reforçador seria terminar o próprio quebra-cabeça.
Ambos os modelos de ensino propiciará ao indivíduo com TEA uma aprendizagem das habilidades que aumentará seu repertório de comunicação verbal, socialização, e aquisição da linguagem melhorando seu desenvolvimento e proporcionando melhor autonomia.

Confira o vídeo que fala sobre o aprendizado da criança com autismo

A Supervisora do Grupo Conduzir, Luciana Melo, explica no vídeo abaixo os principais pontos desse assunto.
[https://youtu.be/2rhFkkobvww]

 

*O Grupo Conduzir declara que os conceitos e posicionamentos emitidos nos textos publicados refletem a opinião dos autores.

  • Compartilhar essa materia:
Top