Autismo: Comportamentos Autoestimulatórios ou Estereotipias?
  • 6 novembro de 2017
  • admin
  • Autismo

Autismo: Comportamentos Autoestimulatórios ou Estereotipias?

Dentre os sintomas observados em indivíduos com diagnóstico de autismo estão os padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades. Esses comportamentos repetitivos podem ocorrer com diferentes topografias e funções. Mais abaixo iremos falar um pouco mais sobre os comportamentos autoestimulatórios e estereotipias.

Estereotipias

Geralmente, as estereotipias ocorrem várias vezes ao dia e possuem duração variada. É comum que esses comportamentos aumentem sua intensidade mediante a atividades reforçadoras ou, ao contrário disso, mediante a situações aversivas à criança. Em ambos os casos é importante que haja redirecionamento do comportamento para outras propostas, afim de não prejudicar o aprendizado ou desenvolvimento do individuo – tendo em vista que as estereotipias são barreiras que impedem o funcionamento e ampliação do repertório comportamental.

Tais comportamentos podem ocorrer principalmente sob topografia:

a) Motora: bater palmas, sacudir as mãos, balançar o corpo, bater os pés, colocar as mãos nas orelhas, andar na ponta dos pés, pulos repetitivos, ranger dos dentes e etc.

b) Fala repetitiva e restrita sobre determinado assunto: reproduzir frases que ouviu em desenhos; falar sempre sobre o mesmo e único tema de interesse, etc.

c) Compulsão e obsessão a rotinas: comer sempre os mesmos alimentos, o caminho para a escola deve ser igual – situações desconhecidas ou pequenas mudanças na rotina podem gerar extrema ansiedade.

d) Uso disfuncional de objetos: alinhamento/enfileiramento de itens, girar brinquedos, etc.

Autoestimulação e Análise do Comportamento

Para a Análise do Comportamento é fundamental que se analise as funções dos comportamentos para poder entendê-lo, mantê-lo ou modifica-lo através das consequências estabelecidas.
Os comportamentos-alvo – neste caso, os autoestimulatórios – podem possuir diversas ou múltiplas funções e são mantidos pelas diferentes consequências que produzem, como: reforço positivo sensorial (autoestimulação); reforço social (produzir atenção de terceiros); reforço negativo (fuga-esquiva), etc.
Não existem “técnicas” específicas para diminuição de interesses ou ações repetitivas, o que deve haver é a coleta de dados e analise funcional criteriosa dessas respostas para que o manejo e redirecionamento sejam eficazes – sempre priorizando o desenvolvimento das habilidades da criança, adolescente ou adulto em questão.

Referências Bibliográficas:

  • American Psychiatric Association. (2014). DSM-V: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (5ª ed.). Porto Alegre: Artmed
  • MARTIN G.; PEAR J. [tradução Noreen Campbell de Aguirre; revisão científica Hélio José Guilhardi]. Modificação de comportamento: o que é e como fazer. 8 ed. São Paulo: Roca, 2009.
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