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Autismo e Empatia

Segundo o dicionário, um dos conceitos de empatia é:

“Identificação de um sujeito com outro; quando alguém, através de suas próprias especulações ou sensações, se coloca no lugar de outra pessoa, tentando entendê-la.”

Empatia não é se tornar especialista em algo, não é supervalorizar a deficiência do outro, não é ignorar fingindo que não viu, não é se omitir.

Empatia é simplesmente se humanizar, se colocar no lugar do outro e agir como gostaria que agissem com você. Empatia é muitas vezes sair da zona de conforto para estender a mão ao próximo.

A vida com Autismo tem muitas vertentes limitantes, que seriam infinitamente mais leves se viessem acompanhadas por Empatia!

Por sua vez, a Empatia possui muitas vertentes limitantes acompanhadas pelo preconceito, pré julgamento, ignorância. Todos nós temos o livre arbítrio e podemos escolher entre sermos empáticos ou egocêntricos, é uma escolha diária.

No mundo de hoje em que a “#selfie” é  uma das maiores postagens nas redes sociais e o valor das pessoas é medido por likes e seguidores, aqueles que possuem dificuldade em se socializar e não possuem um grande talento desenvolvido são praticamente invisíveis.

O Autismo do meu filho me fez ver a beleza do simples. Como é maravilhoso sermos felizes nos detalhes e como o olhar só para si mesmo impede de enxergarmos a naturalidade do diferente.

Como mãe de uma criança com Autismo, luto diariamente por inclusão. Mas, acima de tudo, luto por empatia, compaixão e amor. Se os seres humanos fossem mais empáticos e conseguissem realmente “amar ao próximo como a si mesmos”, as leis de inclusão seriam completamente desnecessárias.

Ao se depararem com uma situação atípica, ao invés de julgarem ou ignorarem, pensem nisso:

E se fosse meu filho? 
E se eu fosse essa mãe? 
O que eu gostaria que fizessem por mim?

As grandes mudanças começam nos pequenos gestos.
Escolham sempre amar!

Michelle Carvalho
mãe do Enzo 

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