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Como familiares e amigos devem proceder após o diagnóstico de autismo?

A criança tão sonhada, esperada e amada pela família e amigos, de repente recebe o diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro Autista), nome comprido com significado complexo. Tão complexo que ninguém sabe ao certo o que é e nem como agir.
Quando juntei os meus cacos, reuni minhas forças, me muni de informações, fé e resolvi contar à minha família e amigos, confesso que caiu como uma bomba, e eles reagiram das mais diversas formas:
Alguns poucos se afastaram de nós. Não sei se foi pela ignorância de não saber lidar com a situação ou se foi falta de amor mesmo, mas passado a decepção agradeci a Deus, sem dúvida queria por perto pessoas que nos estendessem as mãos, os ombros, o colo, o abraço… se não tinham condições de fazê-lo, o melhor era se distanciarem.
Outros, também poucos, ignoraram a informação, continuaram agindo como se nada tivesse acontecendo e quando eu tentava sinalizar alguma maneira mais eficaz de interagir com meu filho, parecia que eu estava ensinando o “padre a rezar a missa” rs, agiam como se entendessem TUDO de autismo, mesmo sem lerem uma linha sequer sobre o assunto. Seria cômico se não fosse trágico.

Mas a grande maioria dos verdadeiros amigos (independente de serem familiares ou não) nos cercaram de amor, carinho, cuidado.

Olhavam para mim, não com olhar de pena, mas com um olhar de cumplicidade.
Tentaram entender como estabelecer uma relação com meu filho, leram o meu blog
e me perguntam sempre o que eu acho que seria melhor. Acima de tudo e infinitamente mais importante, amam o meu filho do jeito que ele é. Somam forças comigo para que ele se desenvolva.
Entendem que o funcionamento dele é diferente, mas isso não o faz menos digno de amor, só demanda mais atenção e uma tolerância maior.
Recebi e ainda recebo lindas mensagens de conforto e carinho, que foram fundamentais para minha sanidade mental durante o furacão e durante os pequenos terremotos que inevitavelmente ainda acontecem.

O que fazer???

Acolhimento e amor são as melhores reações que alguém pode ter em relação a quem está precisando de um abraço.

Por isso, abrace, ouça, chore junto, se importe, se informe, ajude, ame, ame, ame…

Nós pais não vamos nos sentir ofendidos se, com amor, perguntarem sobre o assunto e qual a melhor maneira para interagir com o portador de autismo.
Mas não se esqueçam que também gostamos de conversar sobre outros assuntos J.
O amor é a maior arma contra o medo!
A informação é a maior arma contra o preconceito!
Juntos somos sempre melhores.
Michelle Carvalho – mãe do Enzo

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