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Como o uso da tecnologia pode ajudar a desenvolver crianças com autismo

O número de crianças que acessam a tecnologia cresce a cada ano. Em especial a atração de crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) por dispositivos tecnológicos é relatada constantemente por pais e profissionais da saúde. Isso porque, aparelhos como laptops, smartphones, Ipads e tablets proporcionam a esses indivíduos interação tecnológica através de estímulos visuais.
Em razão dos autistas apresentarem maior atividade elétrica nas regiões temporais e occipitais do cérebro, responsáveis por processar estímulos visuais, os recursos tecnológicos viraram um objeto de fascínio nos últimos anos pelos TEAs. Além disso, essas crianças processam melhor a informação visual do que a auditiva e a exposição a esses aparelhos, que transmitem uma série de estímulos visuais, proporcionam uma aprendizagem mais rápida.
A tecnologia também tornou-se aliada nas terapias, uma vez que os profissionais a utilizam com o intuito de aumentar a operação motivadora da criança/adolescente para obter melhores respostas durante o processo de intervenção. Por exemplo, quando reforçamos com vídeos interativos após respostas específicas de intervenção emitidas pela criança durante o treino de habilidades.

Confira o vídeo que fala de como o uso da tecnologia pode ajudar a desenvolver crianças com autismo

A Supervisora do Grupo Conduzir, Luciana Melo, explica no vídeo abaixo os principais pontos desse assunto.
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Tendo em vista algumas das características do TEA, como (1) déficits na comunicação verbal e social, (2) interação interpessoal atípica e (3) padrões restritos de comportamento e interesses, o uso da tecnologia pode auxiliar no desenvolvimento dessas habilidades. Também pode ajudar no fortalecimento de repertório acadêmicas e  de autoajuda. Por exemplo, os vídeos dão modelos de como lavar as mãos de forma interativa e proporcionam recurso visual para as histórias sociais. Além dessas possibilidades, o uso dos recursos tecnológicos também ativam regiões do cérebro até então menos ativadas.
Das variações de tecnologias existentes, a touch acaba sendo mais atrativa e de fácil manejo em sua utilização, proporcionando independência na hora de manipular esse recurso. É importante que as plataformas digitais estejam alinhadas junto aos procedimentos terapêuticos, como os jogos de regras, jogos pedagógicos e brincadeiras sociais, aumentando então seu repertório de habilidades e principalmente a socialização.
Desta forma, os recursos tecnológicos proporcionam uma série de benefícios para a Terapia ABA, visto que são utilizados como reforçadores, auxiliam na modelação de comportamentos, ganhos de repertórios e principalmente a socialização quando utilizados de forma adequada.

Referências Bibliográficas:

  • Peellanda, N. M. C (2014). Tecnologias touch: uma abordagem complexa do autismo. Encontro Nacional de Didáticas e Práticas de Ensino. 2014, Fortaleza, EdUECE Livro 1, 4530-4538.
  • Soares, D. M. C  et al. (2012). Intervenção precoce: intervenção junto da criança e da família (Trabalho de conclusão de curso de licenciatura em Psicologia, Universidade de Évora). O Portal dos Psicólogo- Portugal.
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