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Interface entre Terapia Ocupacional e ABA

É muito comum escutar que no tratamento das pessoas com TEA, a terapia ABA e a terapia ocupacional com abordagem em Integração Sensorial são tratamentos opostos que não “se combinam”. Uma das falas mais comuns é que na terapia ABA as pessoas com algumas características sensoriais são inibidas de usarem o recurso de auto regulação – tão abordado na integração sensorial.  O que torna esse um dos motivos que fica inviável o trabalho entre as duas. Enquanto uma abordagem quer extinguir esses comportamentos a outra entende como parte da necessidade das pessoas com alguma disfunção sensorial. Podendo causar um conflito no tratamento, isso é apenas uma, entre tantas divergências que se falam entre essas terapias.

Talvez esse conflito aconteça quando não existe uma equipe séria e comprometida de ambas as áreas e que muitas vezes acabam disputando mesmo que sem querer “qual terapia é mais eficaz” no tratamento dessas pessoas, se esquecendo que essas terapias se complementam e não competem entre si.

No Grupo Conduzir, criamos uma parceria onde essas terapias juntas aumentam ainda mais a eficácia no tratamento dessas pessoas em suas habilidades de vida diárias, acadêmicas e sensoriais, com uma equipe que se respeita e se dispõe a crescer juntas dentro de suas especificidades.

Dessa forma, como no exemplo citado inicialmente, um indivíduo com TEA que apresenta um comportamento de auto estimulação é feito uma avaliação por ambas as áreas para discutirem se esse comportamento tem uma função sensorial ou comportamental e assim traçar um plano de tratamento adequado e específico.

Havendo uma função comportamental, a supervisora ABA orienta a equipe de terapia ocupacional com o intuito de diminuir esse comportamento durante as sessões. Essas supervisões da Análise do Comportamento Aplicada contribuem de forma significativa otimizando os atendimentos com orientações de manejo de comportamentos que muitas vezes se toma tempo das sessões por não ter a análise e direcionamento adequado para tal.

Tendo uma função sensorial, a supervisora de TO orienta estratégias sensoriais para serem utilizadas tanto na terapia ABA quanto na escola e em casa para aumentar o aproveitamento desta pessoa durante as terapia e atividades escolares, respeitando as necessidades sensoriais de cada um.

Outro exemplo que podemos citar, e que é muito comum escutarmos como problemas entre a terapia ABA e a terapia ocupacional é a “competição” pelo treino das AVDs. Apesar de ser uma característica da terapia ocupacional, no Grupo Conduzir, esses treinos são realizados dentro do programa da terapia ABA, são esses terapeutas que estão em casa diariamente para fazer esse treino da forma mais funcional possível, dentro dos horários que essas habilidades devem ser treinadas e não dentro do consultório.

Por outro lado, se a terapia ocupacional não orientar e trabalhar nas dificuldades sensoriais e motoras que dificultam essa pessoa a alcançar essas habilidades, esta vai apresentar uma dificuldade muito mais significativa em seu desempenho para atingir independência nesses programas. Por isso, mais uma vez é necessária a parceria com uma avaliação de ambas as áreas para discutirem em equipe a melhor hora e a melhor forma para realizar tais treinos e alcançar resultados mais efetivos.

Enfim, seriam muitos os casos que poderia citar entre essas duas abordagens que se complementam de forma tão eficaz como os programas de atividades escolares, motricidade fina e seletividade alimentar, mas o mais importante a ser falado é que atualmente no Grupo Conduzir existe um protocolo de atendimento de terapia ocupacional com abordagem em Integração Sensorial, baseado na Análise do Comportamento  Aplicada e que com mais de 20 anos de atuação na área, posso afirmar que o ABA contribui de forma significativa para os atendimentos de terapia ocupacional, assim como a terapia ocupacional contribui de forma significativa para os atendimentos de ABA. E juntas contribuem para uma  evolução mais rápida e eficaz para as pessoas dentro do espectro.

 

Tatiana Barbosa Ferrari

Terapeuta Ocupacional e Supervisora de TO no Grupo Conduzir.

CREFITO 7262TO

Certificação Internacional de Integração Sensorial

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