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Tratamento para autismo: qual escolher?

Muitos pais nos escrevem todos os dias perguntando qual tratamento para autismo devem escolher para seu filho. A resposta mais adequada é: o mais importante não é qual tratamento para autismo escolher, e sim qual tratamento priorizar.
Tendo em vista que o autismo representa um espectro, a qual inclui crianças de baixo a alto funcionamento e sintomas muitas vezes não similares em topografia e magnitude, muitas vezes tratamentos ou atividades diferentes são indicados. Por exemplo, uma criança com dificuldades motoras ou sensoriais pode se beneficiar mais com o trabalho de uma terapeuta ocupacional. Enquanto que outra criança com dificuldades articulatórias necessitaria de uma fonoaudióloga.

Afinal, qual o tratamento para autismo ideal?

Entretanto, o ponto de decisão em relação a qual tratamento priorizar, deveria ser um critério específico e objetivo. Mas, qual critério é esse? Como saber o caminho mais eficaz a seguir? Muitos procuram grupos de pais online para realizar uma “enquete” e tomar sua decisão. Esse critério se basearia na presunção de que a experiência de um grupo de pessoas se aplicaria aos demais. Critérios como esse ou outros, tais como a opinião de algum “profissional”, “o texto que li na internet” etc. São baseados em senso comum, apenas! Ao final de algum tempo essas pessoas nos procuram e relatam “hoje eu vejo que fiz tudo com meu filho e ao mesmo tempo acho que não fiz nada”. De fato, quando não tratamos uma escolha clara, baseada em um critério eficaz, nos desgastamos e rodamos em círculos.
O encontro de um critério eficaz, que elimine o risco de um tempo perdido ou gasto de forma pouco eficaz, é sempre a ciência. Quando uma pesquisa científica é realizada, existe uma dúvida sobre algo, uma pergunta é feita e respondida. Todas às vezes que a dúvida: “qual tratamento é mais eficaz para crianças com autismo?” foi feita na comunidade científica, a mesma resposta foi alcançada: ABA (Análise do Comportamento Aplicada)
Em muitos locais nos Estados Unidos quando um profissional (médico, escola, etc.) não indica o tratamento em ABA ele pode ser, no futuro, processado judicialmente pelo Estado. Por quê?  Porque o critério científico não foi seguido.
Isso em absoluto não significa que tratamentos complementares não devam ser realizados e, até mesmo, que atividades lúdicas, esportivas e extracurriculares não devam ser incentivadas. Priorizar algo não significa praticar apenas a prioridade!
Escolher um caminho é descriminar as razões dessa escolha, o que significa saber aonde se quer chegar, caso contrário, qualquer lugar serve.

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