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Interação com crianças autistas

Foto do escritor: Grupo Conduzir
Grupo Conduzir
20 de nov. de 2020
3 min de leitura

Durante a minha trajetória de mãe atípica, já me deparei com diversas situações de pessoas que tentam interagir com meu filho. Alguns interagem de forma muito adequada, respeitando o tempo, ajustando o tom de voz, aguardando os abraços consentidos e o contato visual, demonstrando a alegria de quem interage com uma criança e não o "pesar" de quem interage com uma criança com deficiência.


Outros tentam interagir de forma extremamente inadequada, ignorando completamente que a criança possui questões sensoriais, se comportam de forma invasiva e aversiva sob o ponto de vista da criança. São aquelas que forçadamente agem de forma a se importar consigo mesmas e com o que consideram legal, sem se preocupar com a reciprocidade na relação.


Existem, ainda, aqueles que querem interagir ou fazer com que filhos interajam com a criança com autismo, mas que não sabem como fazer. Por essa razão, deixo aqui algumas dicas:


Respeitar o tempo e as particularidades da criança

Durante a minha trajetória de mãe atípica, já me deparei com diversas situações de pessoas que tentam interagir com meu filho. Alguns interagem de forma muito adequada, respeitando o tempo, ajustando o tom de voz, aguardando os abraços consentidos e o contato visual, demonstrando a alegria de quem interage com uma criança e não o "pesar" de quem interage com uma criança com deficiência.


Outros tentam interagir de forma extremamente inadequada, ignorando completamente que a criança possui questões sensoriais, se comportam de forma invasiva e aversiva sob o ponto de vista da criança. São aquelas que forçadamente agem de forma a se importar consigo mesmas e com o que consideram legal, sem se preocupar com a reciprocidade na relação.


Existem, ainda, aqueles que querem interagir ou fazer com que filhos interajam com a criança.


Dicas para interagir com crianças autistas

▪️ Aja naturalmente! As crianças aprendem pelo seu exemplo. É importante cumprimentar, perguntar o nome e ser educado, ainda que não exista uma resposta imediata. E, se não houver, explique ao seu filho que não é falta de educação, mas apenas uma dificuldade em responder.


▪️ Tenha entusiasmo e persistência! Muitas vezes, as pessoas desistem no primeiro silêncio. Pergunte novamente, convide para brincar de novo, demonstre alegria. Muitas vezes o autista fica sozinho por falta de opção, já que as pessoas desistem facilmente de uma interação sem reciprocidade.


▪️ Converse com o cuidador e descubra a melhor maneira. Evite sugerir uma brincadeira para a qual a criança talvez ainda não tenha habilidade para executar. Caso essa criança tenha algum objeto de interesse, isso pode ser um grande aliado em uma primeira interação. Que tal perguntar?


▪️ Ensine ao seu filho a respeitar as diferenças. Todos temos habilidades incríveis e grandes desafios. Incentivar o seu filho a interagir com uma criança com autismo é uma forma de ensinar a ele que as diferenças são importantes e que é isso que faz a vida ter graça.


Inclusão começa pelo exemplo

A inclusão mais eficaz que existe é a que vem "de berço": pelos ensinamentos dos pais e principalmente pelos exemplos dos mesmos.


A melhor forma de saber o que fazer é se colocar no lugar do outro, com todo amor e respeito que qualquer um merece.



Michelle Carvalho, mãe do Enzo 💙



No Grupo Conduzir, nossa equipe multidisciplinar desenvolve intervenções individualizadas e baseadas em evidências, respeitando as características, necessidades e formas de interação de cada pessoa autista.


Respeitar o tempo, compreender as diferenças e valorizar cada forma de interação são passos importantes para construir relações mais acolhedoras e inclusivas. Entre em contato conosco e conheça nossos atendimentos especializados.

   


O Grupo Conduzir declara que os conceitos e posicionamentos emitidos nos textos publicados refletem a opinião dos autores.

   

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